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CashCollate Parques nacionais do mundo
Ilustração original de iSimangaliso: estuário raso, cordão de dunas florestadas e oceano Índico em KwaZulu-Natal, com recife ao largo e savana úmida atrás das dunas.

Parques marinhos · África

Parque iSimangaliso Wetland

KwaZulu-Natal, África do Sul Proclamado em 2000 Patrimônio Mundial desde 1999

Ilustração original produzida pela CashCollate para este guia. Não é uma fotografia do local.

O Parque iSimangaliso Wetland é o primeiro bem sul-africano inscrito na Lista do Patrimônio Mundial, em 1999, então sob o nome Greater St. Lucia Wetland Park. Não é unidade da SANParks. Tem autoridade própria, criada pela World Heritage Convention Act. O que a UNESCO protege, o que o Estado sul-africano proclamou e o que o portal do parque chama de terra e mar não têm o mesmo perímetro — e esta ficha apresenta cada cifra com a sua fonte.

Ficha do parque

Verificado em 11/09/2026
Nome oficial
iSimangaliso Wetland Park Até 31 de outubro de 2007, Greater St. Lucia Wetland Park. A mudança de nome foi gazetada em 11 de maio de 2007, com efeito em 1º de novembro, pelo Departamento de Assuntos Ambientais e Turismo.
País e região
África do Sul — África O bem da UNESCO, após 2025, é transfronteiriço com o Parque Nacional de Maputo, em Moçambique.
Localização
KwaZulu-Natal Costa do oceano Índico, da fronteira com Moçambique, ao norte de Kosi Bay, até o entorno de Maphelane / farol de Cape St. Lucia.
Ano de criação
2000 Notice 4477 de 2000, Government Gazette 21778, de 24 de novembro — proclama o Greater St. Lucia Wetland Park e cria a autoridade. A inscrição na UNESCO é de dezembro de 1999.
Área protegida
Várias cifras oficiais 239.566 ha no bem de 1999; cerca de 241.574 ha terrestres no plano integrado; 1.328.901 ha de terra e mar no portal da autoridade; 397.403 ha no bem transfronteiriço de 2025. Veja Por que a área varia conforme a fonte.
Categoria de manejo
Parque úmido / bem do Patrimônio Mundial Não é parque nacional da SANParks. Área protegida nacional com autoridade própria, sob a World Heritage Convention Act de 1999 e a NEM: PAA de 2003.
Administração
iSimangaliso Wetland Park Authority Gestão de campo também envolve a Ezemvelo KZN Wildlife, conforme a ficha da UNESCO. Não é a SANParks.
Patrimônio Mundial
UNESCO, desde 1999 Dossiê 914, critérios (vii), (ix) e (x). Extensão transfronteiriça em 2025: dossiê 914bis, 397.403 ha, zona de amortecimento de 420.299 ha.
Tipo de ecossistema
Parques marinhos

De Greater St. Lucia a iSimangaliso

A inscrição na Lista do Patrimônio Mundial veio em dezembro de 1999, como Greater St. Lucia Wetland Park — o primeiro bem sul-africano na Lista, fato que o governo registrou no comunicado da mudança de nome e que o portal da autoridade ainda usa como abertura. A proclamação estatal do parque e a criação da autoridade são de 24 de novembro de 2000, pelo Notice 4477, sob a World Heritage Convention Act nº 49 de 1999. O ato junta parcelas antes fragmentadas, inclusive a faixa marinha desenhada no anexo, e dá à autoridade o nome de Greater St. Lucia Wetland Park Authority.

O plano integrado 2022–2031 descreve essa consolidação: dezesseis parcelas, entre elas a reserva de Mkhuze e terras de ligação, a floresta estatal de Dukuduku e os pântanos do Mfolozi, num recorte terrestre de cerca de 241.574 hectares, ao longo de aproximadamente 201 km de costa. Parte do que o plano administra — Mkhuze, a área florestal de Siya Qhubeka e a área marinha protegida ampliada em 2019 — não pertence à inscrição original de 1999.

Em 11 de maio de 2007 o nome foi gazetado como iSimangaliso Wetland Park, com efeito em 1º de novembro de 2007. O comunicado do Departamento de Assuntos Ambientais e Turismo associa o nome iSimangaliso a milagre ou maravilha, e renomeia também a autoridade. Em 2025 a UNESCO aprovou a extensão transfronteiriça com o Parque Nacional de Maputo. O bem passou a chamar-se iSimangaliso Wetland Park – Maputo National Park.

Por que a área varia conforme a fonte

Quatro cifras oficiais medem coisas diferentes. Publicamos as quatro.

  • 239.566 hectares — área do bem na inscrição de 1999, ainda reproduzida no relatório periódico da UNESCO.
  • Cerca de 241.574 hectares terrestres — recorte consolidado do parque no plano integrado 2022–2031, sem a área marinha protegida de 2019.
  • 1.328.901 hectares de terra e mar — cifra do portal oficial da autoridade, que inclui a maior área marinha protegida do país, descrita como a única AMP transfronteiriça ligada às águas de Moçambique.
  • 397.403 hectares, com zona de amortecimento de 420.299 hectares — bem transfronteiriço de 2025 (dossiê 914bis), soma de iSimangaliso e Maputo, com exclusão do corredor de Futi no lado moçambicano.

Adotamos 239.566 hectares como referência do bem original e o portal da autoridade como referência da unidade sul-africana que o visitante encontra hoje. Nenhuma dessas cifras deve ser usada no lugar da outra sem dizer o que está sendo medido.

Paisagens

A UNESCO descreve um mosaico de terra, costa e mar na borda sul da planície costeira da África Oriental: recifes de coral, praias longas, dunas, lagos, pântanos, estuários, manguezais e pradarias marinhas. O portal da autoridade soma três grandes sistemas lacustres — todos sítios Ramsar —, o maior sistema estuarino da África, oito ecossistemas interligados e um cordão de dunas que descreve como entre os mais altos da Terra.

O lago St. Lucia é o fenômeno hidrológico que o dossiê destaca: a salinidade muda com ciclos secos e chuvosos. A costa, no material da autoridade, corre cerca de 220 km de Maphelane a Kosi Bay. A oeste, o plano registra as montanhas Lebombo, com cota máxima de 475 metros. Entre um extremo e outro há floresta costeira, savana, pântano e o recife que a corrente das Agulhas mantém em água clara.

Ecossistemas

O critério (ix) da UNESCO assenta no jogo entre processos fluviais, marinhos e eólicos, e na posição de transição entre a África subtropical e a tropical. A unidade está no Centro de Endemismo de Maputaland e no foco Maputaland–Pondoland–Albany. No mar, sedimentos da corrente das Agulhas ficam retidos em cânions submarinos da plataforma, o que o dossiê associa à clareza da água e ao desenvolvimento dos recifes.

A ficha de 2025 descreve o lado sul-africano como treze unidades de conservação separadas, porém contíguas. Cheias e tempestades costeiras entram na justificativa como motores de mudança ecológica contínua — não como acidentes de calendário.

Fauna e flora

Fauna

A síntese da UNESCO e o portal da autoridade convergem no elenco de fenômenos, não necessariamente nas cifras. O dossiê de 2025 registra, para iSimangaliso, mais de 6.500 espécies de plantas e animais, inclusive 521 aves; 11 endêmicas da área protegida, 108 endêmicas da África do Sul e 467 listadas como ameaçadas no país. O portal fala em mais de 530 espécies de aves. São contagens oficiais de épocas e recortes diferentes.

  • Tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-couro — nidificação nas dunas e praias; a UNESCO situa o bem como o segundo sítio de nidificação mais importante do oceano Índico;
  • Megafauna marinha: golfinhos, baleias migratórias e tubarão-baleia;
  • Aves aquáticas em agregações grandes — pelicanos, cegonhas, garças, andorinhas-do-mar — e papel na rota migratória da África Oriental;
  • No lado de Maputo, o dossiê registra a última população de dugongo da baía de Maputo, associada aos prados de ervas marinhas de Inhaca.

Flora

Manguezais, pradarias marinhas, florestas de pântano — o portal as descreve como a maior parte das florestas de pântano remanescentes do país — e o cordão florestado de dunas. A espécie de erva marinha vulnerável citada no dossiê de 2025 no lado moçambicano é o Cape Dwarf-Eelgrass. Não inventamos um herbário completo além do que essas fontes nomeiam.

Importância ambiental

iSimangaliso é o argumento sul-africano de que costa, estuário e savana ainda podem funcionar como um só sistema. A UNESCO trata a integridade como relativamente segura, e ao mesmo tempo lista o que a pode desfazer: mudança do regime hidrológico, extração subsistente ou comercial, conversão agrícola, conflito com a fauna e projetos de visitação mal regulados.

A gestão é dupla no papel e múltipla no chão. A autoridade do parque não é a SANParks; a Ezemvelo KZN Wildlife atua no campo; o lado moçambicano cabe à ANAC, com apoio da Peace Parks Foundation. O Protocolo de Lubombo e o Comitê de Gestão Transfronteiriça de 2001 são a base jurídica da cooperação que a extensão de 2025 veio reconhecer.

Patrimônios reconhecidos

Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1999, dossiê 914, critérios (vii), (ix) e (x). Em 2025 o bem foi estendido e passou a chamar-se iSimangaliso Wetland Park – Maputo National Park (914bis).

  • Critério (vii) — mosaico terrestre, costeiro e marinho de beleza excepcional; salinidade variável do St. Lucia; nidificação de tartarugas; megafauna marinha; agregações de aves aquáticas.
  • Critério (ix) — processos fluviais, marinhos e eólicos; especiação em curso no Centro de Endemismo de Maputaland; recifes associados à corrente das Agulhas.
  • Critério (x) — diversidade de biota africana, espécies ameaçadas e endêmicas, tartarugas marinhas e, na extensão, o dugongo de Maputo.

A ficha da UNESCO registra ainda quatro elementos Ramsar: Kosi Bay, Lake Sibaya, St. Lucia System e Turtle Beaches/Coral Reefs of Tongaland. São instrumentos distintos do título de 1999, sobrepostos ao mesmo litoral.

Melhor período para conhecer

Não existe um mês universalmente melhor, e desconfie de qualquer texto que diga o contrário. O que existe são variáveis conhecidas, e entendê-las é mais útil do que receber uma data.

A UNESCO associa o espetáculo da nidificação de tartarugas e o das baleias migratórias a ciclos, não a um calendário que esta ficha possa fixar. Cheias e tempestades costeiras alteram salinidade, acesso e a própria forma do estuário. O portal da autoridade fala em “durante a estação” para as tartarugas — e para aí. Não completamos a frase com um mês que a fonte não deu.

Condições variáveis não são afirmadas neste guia. Fechamentos, interdições de praia ou de trilha e alterações de funcionamento são divulgados pela iSimangaliso Wetland Park Authority, e podem mudar de um dia para o outro. Consulte o canal oficial antes de se deslocar.

Formas oficiais de acesso

O parque corre a costa de KwaZulu-Natal, da fronteira moçambicana a Maphelane. O portal da autoridade nomeia setores — Western Shores e Charters Creek, Kosi Bay, Lake Sibaya, Coastal Forest Reserve, Sodwana Bay, uMkhuze, Eastern Shores do St. Lucia — cada um com regras e operadores próprios. A visita a um setor não é licença para todos.

O Parque Nacional de Maputo é outra unidade, sob a ANAC. A cooperação transfronteiriça de conservação não unifica o ingresso.

Não publicamos valores, horários nem pontos de venda. Ingresso, funcionamento das portarias e atividades disponíveis são definidos e alterados pela iSimangaliso Wetland Park Authority. A única fonte válida para esses dados, na data em que você for visitar, é o canal oficial indicado na seção Verificação e site oficial.

Regras de visitação

A unidade é área protegida nacional e bem do Patrimônio Mundial. A UNESCO pede que qualquer projeto de visitação ou de desenvolvimento, dentro e além dos limites, seja regulado à luz do Valor Universal Excepcional. A autoridade tem mandato próprio, distinto da SANParks.

Na prática, e de forma estrutural, isso significa que:

  • A visitação ocorre apenas nas áreas e nas modalidades previstas pelo plano integrado e pela autoridade.
  • Não é permitido coletar, retirar ou danificar plantas, animais, rochas ou qualquer elemento natural — inclusive ninhos de tartaruga e organismos de recife.
  • O uso de recursos marinhos é tratado no dossiê como ameaça a monitorar, não como atividade livre.
  • As orientações das equipes de campo e a sinalização em campo prevalecem sobre qualquer informação publicada previamente, inclusive sobre este guia.

Cuidados ambientais

Em um sistema em que duna, estuário e recife se tocam, o impacto individual se multiplica rápido. Os cuidados abaixo respondem às pressões que a UNESCO e a autoridade documentam.

  • Não alimente nenhum animal silvestre, em nenhuma circunstância.
  • Mantenha-se nas trilhas, praias autorizadas e embarcações previstas. Dunas e recifes se recuperam devagar.
  • Não se aproxime de ninhos de tartaruga nem use luz que desoriente filhotes. A nidificação é um dos atributos do bem.
  • Leve todo o seu resíduo de volta.
  • Não introduza plantas, sementes ou animais.
  • Respeite a distância de hipopótamos, crocodilos e megafauna marinha.

Nossa leitura ampliada desses princípios está no guia de planejamento responsável de visitas.

Acessibilidade

Informação não confirmada em fonte oficial. Nas fontes oficiais consultadas para esta ficha, não localizamos um documento público e atualizado que descreva de forma completa as condições de acessibilidade das áreas abertas à visitação.

Optamos por registrar essa lacuna em vez de descrever condições que não pudemos verificar. Quem precisa dessa informação para planejar a visita deve procurar diretamente a autoridade do parque. Assim que localizarmos documentação oficial sobre o tema, atualizamos esta seção e a data de verificação.

Verificação e site oficial

Data da verificação: . Nessa data, todos os dados desta ficha foram conferidos nos documentos listados em Fontes.

Administração responsável: iSimangaliso Wetland Park Authority — é o órgão a consultar para qualquer informação sujeita a mudança. Não é a SANParks.

Se você identificou um dado desatualizado ou incorreto nesta ficha, veja nossa política de correções. Registramos toda alteração relevante com data.

Fontes

  1. UNESCO, Centro do Patrimônio Mundial. iSimangaliso Wetland Park – Maputo National Park. Dossiê 914 / 914bis. Inscrição em 1999; extensão em 2025. Critérios (vii), (ix) e (x). Área do bem transfronteiriço: 397.403 ha; zona de amortecimento: 420.299 ha. Elementos Ramsar. Organismo internacional
    whc.unesco.org/en/list/914
  2. UNESCO, Centro do Patrimônio Mundial. Periodic Reporting Cycle 3, Section II — área inscrita de 239.566 ha em 1999. Documento de gestão internacional
    whc.unesco.org/document/217460
  3. iSimangaliso Wetland Park Authority. Portal oficial: primeiro bem sul-africano em 1999; 1.328.901 ha de terra e mar; sistemas lacustres, dunas e setores de visitação. Órgão oficial
    isimangaliso.com
  4. iSimangaliso Wetland Park Authority. Integrated Management Plan 2022–2031 — consolidação de 2000, cerca de 241.574 ha terrestres, AMP de 2019 fora da inscrição original. Documento de gestão
  5. África do Sul. Notice 4477 de 2000 — estabelecimento do Greater St. Lucia Wetland Park e da autoridade. Comunicado de 31 de outubro de 2007 sobre a mudança de nome, gazetada em 11 de maio de 2007. Legislação / órgão oficial
    gov.za — mudança de nome

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